A Princesa que Escolhia


O dia hoje amanheceu com um brilho especial. É o Dia Internacional da Mulher! E para um dia tão bonito eu não poderia deixar de apresentar uma obra de tão grande significação, escrita e ilustrada por duas grandes mulheres. Ana Maria Machado e Mariana Massarani. "A Princesa que Escolhia" é sem dúvidas um grande presente para as meninas e mulheres que querem e dizem não, acreditando que podem fazer suas próprias escolhas e estar no lugar onde quiserem. Editado pela Alfaguara, o livro também pode ser apontado como um diálogo entre as princesa de antes, dos contos e as princesas contemporâneas, da vida real.

Uma princesa boazinha e muito comportada que para tudo ela dizia sempre sim. Até que um "não" veio e ela foi posta de castigo por seu pai, o rei, no alto de uma torre.

Foi a maior sorte da princesa. Descobriu um lugar fantástico e com boas pessoas que se tornaram sua companhia. Brincava, lia, descobria coisas novas e assim, ela foi se enchendo de conhecimentos e conseguiu até a solução para uma grave doença que acontecia no reino.


Por esse feito que a tornou admirável pelo seu pai, ela ganhou um prêmio. A princesa agora poderia escolher. Então, ela passou a decidir. Decidia como estudar, que roupa iria usar, a comida que gostava, e até sabia quando deveria dizer não às coisas que poderiam prejudicá-la.

A princesa foi crescendo e para ela foi dado o direito de escolher o seu marido. Mas será mesmo que casar seria uma escolha dela naquele momento?

Vieram príncipes de todos os reinos pedi-la em casamento. Até um príncipe muito estranho com uma barba azul da qual a princesa logo desconfiou de sua conversa e chamou a polícia ( fantástico!)



Depois de tantas mudanças em sua vida e também na vida do reino, ela estudou, viajou e conseguiu encontrar alguém por quem se apaixonou e começou a namorar. E como termina toda essa história? Por aqui eu vou parar, e deixar você descobrir esse desfecho lindo e maravilhoso.


Narrativa mais completa sobre o empoderamento feminino não poderia ser outra. Desde as meninas crianças até às grandes mulheres a obra consegue abordar temas importantes para o universo feminino sem deixar de brincar com o imaginário infantil. É divertida, curiosa e as ilustrações nos lançam para este universo de cores e representação. O crescimento da personagem ao longo do enredo possibilita a configuração do que é tentar ser mulher nos dias de hoje, poder escolher quando dizer sim ou não e escolher onde quer ficar. Uma obra que nos faz sentir orgulho, que nos representa e emociona. Parabéns a todas as mulheres, que podem e querem se dizer princesas, princesas guerreiras e fortes!

 Posts recentes

© 2016 by Brincando e Contando

  • Black Twitter Icon
  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon