A Menina que Contava


Em todas as coisas, Alga enxergava números e amava contar e criar possibilidades com sua infinidade. Para ela, contar é algo que pode ser divertido, engenhoso e poético. Fazia os cálculos por todo caminho que percorria e sabia exatamente o resultado das adições e subtrações que tinha que fazer nas operações da vida. " Às vezes era necessário abrir mão de algumas coisas para ganhar outras melhores". A Menina que Contava é um livro escrito por Fábio Monteiro, ilustrado por André Neves e com a edição espetacular das Paulinas editora que nos presenteia com essa narrativa que soube enumerar as memórias da infância, passando pelas somas que adquirimos na vida até quando podemos dividi-las com quem partilhamos nossas histórias.

Alga contava os botões apaixonados por suas casas, contava as estrelas, contava as horas, os minutos e as possibilidades. Sempre a primeira da classe, fazia cálculos sem contar nos dedos e sem colocar seus amigos para trás.

Alga sabia muito bem o valor da amizade que, pelos seus cálculos era de um resultado imensurável. De tanto contar viu o tempo passar rapidamente. Percebeu seu crescimento. Teve surpresas e encontros que trouxeram para elas os números mais perfeitos de sua vida. Alga ainda continua a contar, não apenas números. E daqueles botões e casas que contava quando crianças no velho casaco que sua mãe tinha dado, aprendeu tanto sobre a vida e tanto sobre o amor...


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