O dia em que minha avó envelheceu

Escrito por Lúcia Fidalgo, ilustrado por Veruska Guerra e publicado pela Editora Cortez. Uma senhora com mãos de fada, canto delicado e cheia de histórias para contar. Uma netinha cheia de vestidos bordados. Em seu aniversário o bolo e os doces mais gostosos faziam sua festa e sabia que encontraria a melhor companhia junto de sua avó. Mas um dia tudo mudou. Com a partida de seu avô, ela recolheu o sorriso, parou as costuras, e não tinha mais os docinhos deliciosos. O silêncio tomou conta de sua palavra.

Nos dias em que a vovó parecia buscar dias mais alegres, a netinha aproveitava e buscava fazer tudo o que sempre fizera com sua vó para ganhar seus sorrisos inesquecíveis. Mas passa rápido, dois ou três dias. E a menina sabia que tinha que aproveitar, mesmo com dúvidas e medos aquela felicidade que surgia repentinamente mas que da mesma forma partia. Para a menina, o envelhecimento chegou para sua avó, sem explicação, enquanto para alguns poderia ser tristeza, melancolia ou depressão.


Os livros tem o poder de tornar leve a mais pesada saudade e a mais inquestionável dor. Um livro para abordar um tema tão intenso precisa mesmo de uma forma delicada para percorrer o caminho do coração do leitor. E esse livro soube sem custo achar esse rumo, desde o texto encantador e gracioso até as ilustrações perfeitas que exprime sentimentos. Depressão não é doença da velhice, é de quem tem faltas e vazios que não sabe onde colocá-las. A visão abordada por uma criança é o que mais chama atenção e sua vontade de fazer do pouco tempo que tinha ser o melhor é que nos deixa como lição. Sem saber como expressar tamanha sensibilidade em um livro...

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