Vovó Vigarista


Quem aí gosta de uma boa história engraçada que traz não apenas risadas mas também grandes ensinamentos? O autor David Walliams tem a maestria em unir o cômico com situações sensíveis da vida e consegue essa união através de uma escrita fluida e que se faz muito presente na vida dos jovens leitores. Com ilustrações de Tony Ross e traduzido por Edmundo Barreiros, o livro "Vovó Vigarista" conquista o coração do leitor por sua elaboração criativa e por sua sensibilidade que emociona. Publicado pela Editora Intrínseca, certamente é um livro que merece estar na sua estante.

Muitas vovós gostam de fazer doces deliciosos, de assistir filmes engraçados ou de brincar com seus netinhos. A avó de Ben faz sopa de repolho, ou melhor, tudo é de repolho. Ela ama fazer palavras cruzadas, o que para Ben não é muito divertido e solta pum o tempo todo.

O sacrifício do menino é ter que passar todas as suas sextas-feiras na casa de sua avó, nada engraçada, enquanto seus pais curtem o "Dançando com Superestrelas", um programa de dança ao vivo. O que Ben não imagina é que sua avó esconde um grande segredo, ela é a "Gata Negra", uma ladra conhecida internacionalmente. A partir daí, tudo o que ele sabia sobre ela se transforma e agora, não somente descobriu que sua vovó é uma grande vigarista como também acabou se tornando cúmplice no mundo do crime.


Com o plano de roubar as joias da coroa, neto e avó vão entrar em grandes confusões e aventuras para cometer esse delito. Mas o que Ben não imagina é que sua avó também tem outro grande segredo para ser revelado.

Incrível como o enredo nos prende do início ao fim. Posso até apostar que após a leitura do livro muitos netinhos e netinhas vão querer saber se os seus avós têm algum segredo para compartilhar e passarão a amar muito mais cada um deles, mesmo com suas adversidades e respeitando seus jeitinhos e seus costumes. Não é somente sobre aventura. É sobre cuidar, dar atenção, entender e estar junto. Algo que chamou muito minha atenção foi o modo como a família de Ben age com a solitária vovó. Confesso que em alguns momentos minha vontade era de sentar com ela para bater um papo ou tomar uma xícara de café, de preferência sem receita de repolho, mas sendo uma boa companhia. Uma leitura que percorre o caminho transformador em que olhar dos jovens para os idosos e suas atitudes em relação a eles podem ser repensadas para um modo mais carinhoso e respeitoso.

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